sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O OUTRO




O teu nome se erra na minha escrita
O J se mistura com o J de Jesus

Quando eu vejo as entrevistas de Adélia Prado
Descubro um pouco que não te amo tanto
Ou não era você de quem eu procurava benção
Tocando tua carne humana atrás de Deus
Talvez olho embaçado o meu, errante
Te errando
Onde era pra se ver crucifixo
Sangue derramado

Eu não poderia falar desses sentimentos assim
Mas chamo Deus pra dormir comigo
“segura minha mão, Deus, aperta com força humana
Para minha ignorância sentir tua presença”

E Deus que tem mais o que fazer, sai da varanda do universo e vem
E me conforta e vem
Por vezes vem pelo teu nome, mas vem
E me cala
Me deixa a música ambiente uma respiração errante
E vem
E mostra eu, criança
E vem
E nega o que olho no espelho
Futuro, futuro
Uma cor: AZUL
Deus lilás, Deus azul marinho, vem
Deus que não se vê, vem
Oh, digo eu na voz da minha mãe, ou da minha avó, ou das duas,
“Deus segura pra sempre a minha mão”

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