domingo, 23 de outubro de 2011

POEMA MENTIROSO ROUBADO DE UMA AMIGA




Escrevo a mulher que insiste em continentes distantes paralelos
A vida que deixou exige seus direitos reconhecidos em cartório
Seu pênis azul de silicone
Seu pc de putaria leve
De filmes que passam na tv aberta

Ela levanta a mão, 
chama por um homem
Que não vem
‘teu nome, teu nome’
Delira:
‘vem amado me amar’
Ele não vem
Os pensamentos hediondos
Solidão presencial
Dando marteladas numa parede fria de Milão
O que mais? Não se sabes. Não se quer saber.
‘Tu vens?’
Não vem.
Não tem.
Não pensas mais.

A morte que se anuncia é em si, mas se vive
E vivendo não quer mais
Acabou? Tá acabando. Calma. Pronto. Acabou.

sábado, 8 de outubro de 2011

COMPRIDO



pequeno
o verso
que
versinho
se
afirma
e
nos
detém
ele
mesmo
assim
pequeno
no
seu
cantinho
do livro
fala
mais
que
o homem da cobra.

PRA SER PERTO DO TEU NOME


a parte que parte o resto do meu coração
é a parte que tem seu nome gravado
à laser, ou à lápis, ou à caneta
não sei,
era agosto
e eu e você estamos pelados sob todos os planetas e estrelas
e sistemas de ordem astrológica
e religiosa
porque se existe um céu de deus
se existe um inferno de satanás
eu te chamo para a glória
e pecado
que meu peito roga em oração
que apolo, nem afrodite, nem deus algum entenderia
nem o diabo no calor mais quente que sol
que é essa vontade louca e delirante de sentir
teu calor
teu corpo nu em cima do meu
teu peso

se a noite vem
vem o dia insistente
e eu te chamo

por que não vens?
seja
de ônibus
de moto, de carro
de avião
de burrinho de presépio natalino
que meu nome não quer outra coisa do que ser escrito
perto do teu
pra sempre
até que o julgamento final, ou o fim do mundo
por um bilhete teu, quando saís pro trabalho sem me acordar
desejando bom dia.
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