domingo, 23 de outubro de 2011

POEMA MENTIROSO ROUBADO DE UMA AMIGA




Escrevo a mulher que insiste em continentes distantes paralelos
A vida que deixou exige seus direitos reconhecidos em cartório
Seu pênis azul de silicone
Seu pc de putaria leve
De filmes que passam na tv aberta

Ela levanta a mão, 
chama por um homem
Que não vem
‘teu nome, teu nome’
Delira:
‘vem amado me amar’
Ele não vem
Os pensamentos hediondos
Solidão presencial
Dando marteladas numa parede fria de Milão
O que mais? Não se sabes. Não se quer saber.
‘Tu vens?’
Não vem.
Não tem.
Não pensas mais.

A morte que se anuncia é em si, mas se vive
E vivendo não quer mais
Acabou? Tá acabando. Calma. Pronto. Acabou.

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