terça-feira, 27 de abril de 2010

IGNIÇÃO (FILOSOFO FRÃNCES)

Ignição (filosofo francês)


o tédio toma conta das minhas mãos e cabeça.
tento remediar e leio um livro.
livro de filosofo francês, coisa mais moderna. filosofo francês que faz sexo e
diz a todo mundo que o faz. será que ele faz sexo mesmo, meu deus?
o dedo volta a bater nas teclas, e a cabeça volta a pensar:
o filosofo francês não engana ninguém.
sábado, 24 de abril de 2010

estranha habilidade. (espelho partido)

estou partido
quebrado
e nem sei mais o quê.
não entendo meu nome.
não tenho endereço.
não me vem a cabeça o meu sobrenome.

o coração parado no peito
o peito batendo de medo
os olhos confusos.
a boca triste contraída

parece que tudo saiu dos trilhos,
e que de longe vejo o fim desta estrada
acelero, e paro, e acelero. não tem como voltar mesmo.
continuo. continuo. continuo sempre. está condicionado
não me deixando nunca enganar:
viver perigosamente tem suas vantagens,
a chance de poder sair dos trilhos: voar no infinito, ou me espatifar de vez no chão.
sexta-feira, 2 de abril de 2010

DA MORTE À SAUDADE: UM SILÊNCIO DE MINUTOS.

Minha avó viveu de amor.
Amor esse, que pôs uma aliança em seu dedo
e deu mais de dez filhos.
Amou tanto que nem precisou minha mãe falar,
eu senti na saudade condensada que saia de seus olhos.

Ela perdeu seu marido, perdeu o chão, e ganhou os céus.
Não virou anjo, porque anjo ela já era, virou algo mais, virou um sentimento
sentimento que só tem em nossa língua: SAUDADE.

O amor dela que ainda mora nos olhos da minha mãe e dos meus tios me assusta e me dá saudade, também,
como uma hipocondria]
E eu que nem a conhecia,
sinto falta de um domingo no sertão,
de um presente de aniversário,
de uma cédula de 50 reais em meu bolso. Posto discretamente para ninguém reclamar: que é cumplicidade.

Quando o Amor leva um tiro, cai por terra;
Ganha o céu do coração e vira Saudade.
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