quarta-feira, 20 de junho de 2012

AGORA EU



Penso em você ou no suicídio
Não o de me matar
Mas o de amar, de deixar de ser um para ser dois
De usar o plural constantemente

Te deixo passar agora por mim
Vão lembranças
Bilhetes
Músicas
Ruas inteiras
O seu odeio da Maria Bethânia, a qual a amo
E Camille e Nina Simone só pra mim
Sem as justificativas recorrentes para “ela é doida?” e “é um homem?”
Eu e minha cultura que me cabe
Monet, Picasso, Tarsila
Eu amo a Tarsila do Amaral
Adoro falar dela e vê os desenhos redondos e me teletransportar
Para as ruas dos sítios, das cidadezinhas de interior
A grande metrópole
Comer o homem, eu aprendi com Ela
Adoro comer
Como, como, e como tudo que quero
E quem eu quero
Eu sou ou já fui a Tarsila do Amaral

Mas e você....
Você fica no final do poema
Que acaba como eu e você.

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