sábado, 9 de julho de 2011

À Rute Dantas

Tuas mãos estão cansadas
E teus pés.
Teu rosto fatigado nem tenta em olhar para o lado
O que mais tu queres?
O que foi que não fizeste e não poderá mais fazer?
Afinal passou tempo,
passou juventude, maturidade.
És uma rosa mucha, que insiste em cair.

Deixa cair,
deixa encontrar o chão essas pétalas tão escuras.
Deixa como quem deixa completar um ciclo.
E se vá.
Afinal, ainda pode nascer um novo broto na roseira.

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