domingo, 15 de abril de 2012

MILORD

Quando ele entra algo logo se sente
Ele é dono, é dono, é filho do dono
Tem permissão falsificada
Tem direito
É merecido
É grande
É pequeno
É nada e tudo
E tudo e tudo, é nada
Muito, pouco, nunca no meio
Nunca em cima lá daquele muro
Ele é o muro que tenta separar o podre do de se comer


Um pé lá e outro cá
Participa
Verbo, palavra 
Ele coloca os pontos finais
Ele inventa
Cria, coisa de filho do dono
Quando ele chora
Nossa Senhora chora junto
Ele é queridinho das mulheres
E dos homens de pensamentos acíclicos
Ele é reviravolta
Vingança e Justiça certa
Ele esquece, esquecendo ele mata, matando some, 
somete tudo, tudo muda
Ele mesmo até muda
Mas é subindo
Aumentando, esticando
Criando-se em ar, espaço, âmbito
Ele tem o que nem sabe o que tem
Ele tem o sorriso poderoso
Capaz de roubar o coração do diabo
Aquele sorriso imitando de Deus
Seu Pai, Filho, Irmão e Amante
Secreto.]

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