quinta-feira, 29 de setembro de 2011

POEMA DESCONCERTADO



eu te dou meus sentimentos e
você
pisa neles como se fosse a cabeça de uma boneca de porcelana
da tua mãe dada de avó para filha por gerações

porque teu sorriso solto naquela noite
soltou os demônios mais profundos do meu peito
deus parou para ver o desmantelo
e eu
aqui sorrindo sem sobra
como um personagem francês que ama uma desconhecida
numa noite escura e fria e depois morre por ela

não era para ir tão longe
mas não pude evitar em usar as pontes
depois as escadas rolantes
e por fim a carona no teu carro
que nem era teu,
do teu pai
não teu
como eu
agora
embora
não
sendo
do
teu pai
nem seria.

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