quinta-feira, 3 de maio de 2018

O ÚLTIMO AMOR


O Último Amor anda entre as pedras se equilibrando
Quer conversar, mas não tem com quem
Vai ao museu, ao mercado
E bate ponto de segunda a sexta feira em horário comercial
O Último Amor é a coisa mais linda do mundo
Um dia a lua ficou mais tempo no céu para olha-lo
[Uma noite clara de luz cinematográfica]
Sonha tanto que teme não querer mais acordar um dia:
Cumplices de vida e sorrisos, aventuras inesperadas e animais fantásticos.
Por ser o último ainda reza e se contenta com as doces lembras de outrora
Mas secretamente, bem lá no fundo é louco em achar o Último Sortudo.


quinta-feira, 29 de março de 2018

NÃO PENSAR HUMANO

Por pensar demais, e tentar não pensar
Lembro a curva do seu corpo
Num outro corpo qualquer
E nessas vezes até dá vontade de subir em cima
feito um bicho selvagem, 
investir cheiradas estratégicas e naturais 
com gestos pontuais e orgânicos
e em liberado acesso
acasalar sem pudor ou culpa, 
na frente de todos
como se acionado um gameta adormecido
um genótipo primitivo 
Anunciando meu único proposito de vida:
invadir teu corpo e depositar meu material genético
numa posse imperialista
Tomar te minha matilha 
para seguir numa unidade
por todos os campos, caçar, beber, dormir e sentir a brisa

Embora seja isso que meu corpo queira o tempo todo
A imaginação me liberta da selvageria 
E posso, enfim, tomar um café numa livraria e ri de mim mesmo



terça-feira, 13 de março de 2018
Te espero como quem espera um flor, então semente
Com possibilidades de até não-flor, esperança
E se a chuva inundar, ou o sol castigar
Eis me lastima e respeitoso
E se apontar para o sol, teremos um belo jardim [de novo]
domingo, 18 de fevereiro de 2018
Um sinal
Só um sinal
Meu amor é tão tarde
E acredito sem signos [touro, sagitário e câncer]

Se eu puder eu vou até você
E se não puder, eu fecho os olhos
E faço uma oração

O caos irá nos perturbar nesse próximo feriado
Mas te ligarei e perguntarei como foi seu dia
Sei que em breve estaremos juntos
Todo mundo irá sorrir em nossa homenagem
Como um ano novo



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

DITADURA

A dor da ingratidão vê-se em mim
Recorri a memória e foi pior
Politica sempre foi meu forte
Mas fiquei mudo e constrangido pela traição
O Senado inteiro apoiou o Golpe e houve a interversão militar
Preso, torturado só me resta conformar
Ou fazer uma bela música, que agradece censura burra
E cantar triste, mas sorrindo por dentro

Sim! Eu vou cantar! 

Tua Margem

Canto tua poesia secreta
A que só eu sei
Toco o aquele ritmo nosso
E falsifico sua presença
Que sabe semana que vem eu não chego por ai?

Nossos sonhos eram tão simples e você derramava esperança por todo meu apartamento
Cada história, cada música, despertava as crianças adormecidas
Um tom de roupa em combinação acionava o fenótipo mais primitivo de mim
E uivava em sua ausência
Só acalmava com o calor do seu peito

Os astros disseram
Que nascemos pra viver essa paixão
Mesmo perante todos os carnavais
Como uma maldição de amor, lançada por nós mesmo

Espero que você esteja bem em toda lua cheia.
domingo, 12 de novembro de 2017

[Aplausos para Brenda 12.11.017]

Uma gueixa mística da ordem dos templários
Te consumo em sorriso e abraços apertados,
E quando a ordem te alcança, você pega impulso e dá aquela piscadinha
Cumplice de Deus, toma como nota o modo de fazer a vida, para fazer acontecer
E inventa namoros, receitas de sorrir,
E mesmo com dor de cabeça, cumpri sua necessidade do verbo to be (ser e estar)
Porque afinal de contas o show nunca pode parar,
e os clientes querem sempre bis.

EU SEI

Sei como quem sabe respirar,
Um impulso corporal fisiológico natural
Que essa distância entre nós, nos deixam doentes
Sinto o sol que toca inutilmente as superfícies sem aquecer o dia
Sinto a descoloração da sua pele num país estrangeiro
Sinto meus olhos tristes e desinteressados que não te procuram por perto
E o amor despedaçado pela casa toda
Tomo uma aspirina e escuto aquela música
Agostos inteiros aparecem, como num efeito cinematográfico
Nós dois numa transição de segundos

E até esse poema acabar será dezembro.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Percorri os livros em busco do meu amor
Depois de muito esforço 
Pude ver que era tudo mentira
Mas eu adoro ficção
Tenho que melhorar meus personagens
Tecnologia do Blogger.

Inscreva seu email, baby.

Seguidores

Hipocondria Literária Popular