quarta-feira, 24 de maio de 2017
Percorri os livros em busco do meu amor
Depois de muito esforço 
Pude ver que era tudo mentira
Mas eu adoro ficção
Tenho que melhorar meus personagens
domingo, 10 de julho de 2016


Não é à toa essa minha cara triste de jeca que não sei o que

Tenho humanidade e sei disso

Sofro o notório peso do trabalho e dos sentimentos

Sofro e prevejo o calo

A olheira

A dor nas costas, no cotovelo_____________________[amor partido, cacos de esperança

Essa lamuria é poema

E por isso proclamo minha dor

Tudo mais que me espera

Mas meu sorriso salva o mundo
sábado, 2 de julho de 2016

TROMBADINHA

Menino trombadinha espreitando o celular alheio
Minha mãe na minha cabeça
Sua voz onisciente
Argumenta com tiros pontuais
'E o calçado, não tem'
'E a higiene, não tem'
'Ta com fome menino?'
'Coçou, é piolho?'
E atira no coração
'Tadinho',
De novo, mais forte, certeiro, 'Tadinho!!!'
E eis que vem o tiro de misericórdia: 'coitado'.

O adolescente não é mais um criminoso,
É um criminado.
segunda-feira, 25 de abril de 2016

Levanta


Acorda esse teu corpo primeiro
Adormecido de tanto sonho, de tanto sono que há
Vasculha em tuas lembranças
Aquela música pode ajudar
O Ritmo
A palavra
O medo e o enfrentamento
É teu. Mas você precisa pegar,
Segurar e absorver
Um movimento]
Transborda em teu corpo
O que te pertence
E andas nu
O mundo compreenderá, como natural
Não carregues nada
Sê todo em equilíbrio, água, força e luz

Levanta.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
                                                 A Chico César
Não tinha espelhos a casa
Mas tinha um povo igual, que se via e se misturava
À calçada, todos os astros escutavam-lhe as conversas
Que calor, heim meu nego].

E os beijos, ligeiros que pesados de experiência, pipocam na rádio
O Tempo é tempero
Ele é dono do alcance da voz e o por trás de tantas outras vozes,
Num percurso etéreo ritmado pra dentro, e sabe do sucesso
Porque cada um é ele mesmo,
Não é poeta, é poema brasileiro

E tem licença poética.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015

HOJE

Hoje eu não posso ser menos que eu mesmo
Não posso entregar assim,
Como é mesmo? Morrer na praia, não é todo um ruim?
Pois é, concordo tenho as medalhas de quem morrer na praia
E todos os méritos
Eu não posso desistir
Tudo desaba, ninguém quer ouvir, nem escutar
É como se houvesse só uma batalha de egos
Eu tenho um ego grande
Mas sei ouvir
E é essa a diferença de tudo
Eu sou o crescido
O menino que cresceu, que viu, ouviu
E não gostou
O que fazer?
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx[Não sei, mas vou continuar]
domingo, 27 de setembro de 2015

As diretrizes do nada

É um acontecimento, outrora algo, alguém
E agora pura ausência
O som é nulo
Bem como a cor
O cheiro
E não há brilhos, ritmos, nem forças
Pode ser em frações de segundos
Ou uma eternidade esquecida por uma civilização
É de comer, é de beber, de sentar?
Não se sabe!
Não é buraco negro, porque buracos tem fundos
Ou ao menos começo
O nada nem isso
O nada não tem nada
É mais próximo do beijo que não houve,
Do ‘Eu te amo’ não dito,
Está entre o reconhecimento calado, e o obrigado guardado
Pode ser aquele encontro que você não foi
O aquela tia que você não conheceu, mas existiu
Pode existir todo dia
E todo dia mudar, porque as coisas dependem das outras para acontecer
E um nada hoje é outro maior ou menos amanhã
O nada é também gente, não essas que vivem na rua
Ou nas roças
Eles são tudo, e tudo é bem diferente
Tem o peso de sentimentos, traumas, e tudo mais com gosto
Nada é o perigo de não ver
Não sentir as dimensões
E de repente ser um velho que não sorrir,
De histórias esquecidas
Ter-se orgulho
A vida que não pulsa é o nada.
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