quarta-feira, 29 de novembro de 2017

DITADURA

A dor da ingratidão vê-se em mim
Recorri a memória e foi pior
Politica sempre foi meu forte
Mas fiquei mudo e constrangido pela traição
O Senado inteiro apoiou o Golpe e houve a interversão militar
Preso, torturado só me resta conformar
Ou fazer uma bela música, que agradece censura burra
E cantar triste, mas sorrindo por dentro

Sim! Eu vou cantar! 

Tua Margem

Canto tua poesia secreta
A que só eu sei
Toco o aquele ritmo nosso
E falsifico sua presença
Que sabe semana que vem eu não chego por ai?

Nossos sonhos eram tão simples e você derramava esperança por todo meu apartamento
Cada história, cada música, despertava as crianças adormecidas
Um tom de roupa em combinação acionava o fenótipo mais primitivo de mim
E uivava em sua ausência
Só acalmava com o calor do seu peito

Os astros disseram
Que nascemos pra viver essa paixão
Mesmo perante todos os carnavais
Como uma maldição de amor, lançada por nós mesmo

Espero que você esteja bem em toda lua cheia.
domingo, 12 de novembro de 2017

[Aplausos para Brenda 12.11.017]

Uma gueixa mística da ordem dos templários
Te consumo em sorriso e abraços apertados,
E quando a ordem te alcança, você pega impulso e dá aquela piscadinha
Cumplice de Deus, toma como nota o modo de fazer a vida, para fazer acontecer
E inventa namoros, receitas de sorrir,
E mesmo com dor de cabeça, cumpri sua necessidade do verbo to be (ser e estar)
Porque afinal de contas o show nunca pode parar,
e os clientes querem sempre bis.

EU SEI

Sei como quem sabe respirar,
Um impulso corporal fisiológico natural
Que essa distância entre nós, nos deixam doentes
Sinto o sol que toca inutilmente as superfícies sem aquecer o dia
Sinto a descoloração da sua pele num país estrangeiro
Sinto meus olhos tristes e desinteressados que não te procuram por perto
E o amor despedaçado pela casa toda
Tomo uma aspirina e escuto aquela música
Agostos inteiros aparecem, como num efeito cinematográfico
Nós dois numa transição de segundos

E até esse poema acabar será dezembro.
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Percorri os livros em busco do meu amor
Depois de muito esforço 
Pude ver que era tudo mentira
Mas eu adoro ficção
Tenho que melhorar meus personagens
domingo, 10 de julho de 2016


Não é à toa essa minha cara triste de jeca que não sei o que

Tenho humanidade e sei disso

Sofro o notório peso do trabalho e dos sentimentos

Sofro e prevejo o calo

A olheira

A dor nas costas, no cotovelo_____________________[amor partido, cacos de esperança

Essa lamuria é poema

E por isso proclamo minha dor

Tudo mais que me espera

Mas meu sorriso salva o mundo
sábado, 2 de julho de 2016

TROMBADINHA

Menino trombadinha espreitando o celular alheio
Minha mãe na minha cabeça
Sua voz onisciente
Argumenta com tiros pontuais
'E o calçado, não tem'
'E a higiene, não tem'
'Ta com fome menino?'
'Coçou, é piolho?'
E atira no coração
'Tadinho',
De novo, mais forte, certeiro, 'Tadinho!!!'
E eis que vem o tiro de misericórdia: 'coitado'.

O adolescente não é mais um criminoso,
É um criminado.
segunda-feira, 25 de abril de 2016

Levanta


Acorda esse teu corpo primeiro
Adormecido de tanto sonho, de tanto sono que há
Vasculha em tuas lembranças
Aquela música pode ajudar
O Ritmo
A palavra
O medo e o enfrentamento
É teu. Mas você precisa pegar,
Segurar e absorver
Um movimento]
Transborda em teu corpo
O que te pertence
E andas nu
O mundo compreenderá, como natural
Não carregues nada
Sê todo em equilíbrio, água, força e luz

Levanta.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
                                                 A Chico César
Não tinha espelhos a casa
Mas tinha um povo igual, que se via e se misturava
À calçada, todos os astros escutavam-lhe as conversas
Que calor, heim meu nego].

E os beijos, ligeiros que pesados de experiência, pipocam na rádio
O Tempo é tempero
Ele é dono do alcance da voz e o por trás de tantas outras vozes,
Num percurso etéreo ritmado pra dentro, e sabe do sucesso
Porque cada um é ele mesmo,
Não é poeta, é poema brasileiro

E tem licença poética.
Tecnologia do Blogger.

Inscreva seu email, baby.

Seguidores

Hipocondria Literária Popular

Ocorreu um erro neste gadget